
Dr. Gustavo Afonso
Médico da dor
Médico pós-graduando em Medicina da Dor pelo Instituto CDT de Desenvolvimento em Ciências Médicas. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Sul da Bahia, possui também formação interdisciplinar em Saúde, o que lhe proporciona uma abordagem ampla e humanizada no cuidado ao paciente.
Minha história
"Por que escolhi a Medicina da Dor"
Muitas pessoas me perguntam por que escolhi a Medicina da Dor. A verdade é que essa escolha não nasceu de um interesse técnico ou de uma disciplina em livros. Ela nasceu de algo muito mais humano: da impotência de ver alguém que amamos sofrer — e não conseguir aliviar sua dor.
A primeira vez que senti isso foi com uma paciente que me marcou profundamente. Ele tinha dores crônicas há anos. Já havia passado por diversos médicos, feito inúmeros exames, e escutado repetidamente que "não tinha nada". Mas ela tinha. Tinha dor todos os dias. E essa dor estava tirando tudo dela: o sono, o apetite, a esperança, os vínculos com a família, a vontade de viver.
Percebi, ali, que a dor vai muito além do físico. Ela isola, limita e desumaniza. Quem sente dor crônica vive num campo de batalha invisível, onde o inimigo é silencioso, mas constante.
Escolhi a Medicina da Dor porque quis ser uma ponte entre o sofrimento e o alívio. Porque percebi que ninguém deve ser reduzido a um diagnóstico ou ignorado por aquilo que não aparece nos exames. Porque entendi que a dor, quando não escutada, cala a alma.
A Medicina da Dor é, para mim, uma forma de devolver dignidade. De olhar nos olhos de alguém e dizer: "Eu acredito em você. Sua dor é real. E eu vou caminhar com você até que ela se torne menor."
Essa escolha é, todos os dias, um compromisso com a empatia, com o cuidado integral e com o profundo respeito ao ser humano em sua forma mais vulnerável.

